Sonolência diurna excessiva: causas que vão além de noites curtas

Dra. Adriana Carvalho Pneumologista; especialista em medicina do sono; especialista em medicina do sono em Uberlândia; tratamento para insônia sem remédios; tratamento para insônia sem remédios em Uberlândia; terapia cognitivo comportamental para insônia TCC-I; tratamento para apneia do sono e ronco; tratamento para apneia do sono e ronco em Uberlândia; adaptação ao uso do CPAP; Instituto Brisa clínica respiratória; pneumologista com atendimento online particular; acompanhamento contínuo para asma e DPOC; médica especialista em distúrbios do sono; médica especialista em distúrbios do sono em Uberlândia; medicina do estilo de vida sono; tratamento para fibrose pulmonar idiopática; tratamento para fibrose pulmonar idiopática em Uberlândia; desmame de remédio para dormir; pneumologia e saúde respiratória;

Você dorme suas horas, deita cedo, evita telas antes de dormir, mas mesmo assim acorda com a sensação de que não descansou nada? Ao longo do dia, luta contra as pálpebras pesadas, cochila no sofá sem perceber e sente que a energia simplesmente evaporou. A sonolência diurna excessiva é uma das queixas mais frequentes que recebo em meu consultório, e talvez seja também uma das mais mal interpretadas. Muitas pessoas acreditam que basta “dormir mais” para resolver, quando na verdade o problema raramente está apenas na quantidade de horas na cama.

Quando atuo como médica do sono, percebo diariamente pacientes exaustos física e mentalmente, que já ouviram frases como “é só stress” ou “você precisa relaxar”, sem que ninguém tenha investigado o que realmente acontece com o corpo deles durante a noite. E é justamente essa investigação cuidadosa que transforma vidas. Neste artigo, quero mostrar a você que a sonolência excessiva costuma ser um sintoma, um recado importante que o organismo envia, e que compreender sua origem é o primeiro passo para recuperar sua qualidade de vida.

O que é sonolência diurna excessiva e quando ela deixa de ser normal?

Sentir sono após uma noite mal dormida é absolutamente esperado. O problema surge quando essa vontade de dormir se torna constante, invade momentos inadequados e persiste mesmo depois de noites que deveriam ser suficientes. Estou falando de dormir durante uma reunião, cochilar ao volante em um semáforo, perder o fio da conversa por causa do sono ou precisar de várias xícaras de café apenas para atravessar a manhã.

Do ponto de vista fisiológico, o sono não é um estado uniforme. Ele se organiza em ciclos que se repetem ao longo da noite, alternando fases de sono leve, sono profundo (responsável pela restauração física) e sono REM (ligado à memória e ao equilíbrio emocional). Quando esses ciclos são fragmentados, mesmo sem que a pessoa acorde por completo, o cérebro não conclui o trabalho de restauração. O resultado é uma noite longa em quantidade, porém pobre em qualidade. Por isso, muitos pacientes me relatam que dormem oito horas e acordam como se tivessem dormido duas.

A Associação Brasileira do Sono e a American Academy of Sleep Medicine reforçam que a sonolência diurna persistente merece avaliação clínica, pois pode estar associada a condições que, se não tratadas, aumentam o risco de acidentes, doenças cardiovasculares e prejuízos importantes na vida profissional e afetiva.

Por que durmo a noite toda e ainda acordo cansado?

Essa é, sem dúvida, uma das perguntas que mais escuto. A resposta quase sempre está na diferença entre sono leve e sono profundo reparador. Você pode passar horas na cama, mas se algo interrompe repetidamente o seu sono profundo, o cérebro nunca alcança o descanso verdadeiro.

Entre as causas mais comuns dessa fragmentação silenciosa, destaco a apneia obstrutiva do sono. Nessa condição, a via aérea colapsa parcial ou totalmente durante o sono, provocando microdespertares que a pessoa nem sequer percebe. O corpo entra em um estado de alerta dezenas ou até centenas de vezes por noite, o que impede o aprofundamento do sono. O ronco alto costuma ser o sinal mais conhecido, mas a apneia vai muito além dele.

Outras causas incluem distúrbios respiratórios, refluxo noturno, movimentos periódicos das pernas, uso inadequado de certas substâncias e até quadros de insônia mal compreendidos. Cada organismo responde de uma maneira, e é por isso que não acredito em respostas prontas. Precisamos investigar a fundo o que está por trás do seu cansaço.

Quais são os sintomas de apneia do sono além do ronco alto?

Muita gente associa apneia apenas ao ronco, mas os sinais são bem mais amplos e frequentemente passam despercebidos. Ao conversar com meus pacientes, chamo a atenção para um conjunto de manifestações que, juntas, formam um quadro sugestivo:

  • Sensação de sufocamento ou engasgo durante a noite;
  • Despertares para urinar várias vezes;
  • Dor de cabeça ao acordar;
  • Boca seca pela manhã;
  • Irritabilidade, dificuldade de concentração e falhas de memória;
  • Redução da libido;
  • Pressão arterial de difícil controle.

Frequentemente, quem percebe o problema é o parceiro ou parceira de cama, que observa as pausas na respiração e o ronco intenso. Se você se identifica com vários desses sinais, é fundamental investigar. O exame de polissonografia é uma ferramenta valiosa nesse processo, pois registra o que acontece com o seu corpo durante o sono e ajuda a confirmar ou descartar a apneia, além de avaliar a arquitetura das suas noites.

A insônia também pode causar sonolência durante o dia?

Sim, e essa é uma relação que costuma confundir. A insônia não se resume à dificuldade de pegar no sono. Ela abrange também os despertares no meio da noite, o sono superficial e o acordar antes da hora sem conseguir voltar a dormir. Com o tempo, esse padrão gera uma dívida de sono acumulada que se manifesta como cansaço, lentidão de raciocínio e sonolência ao longo do dia.

O que observo com frequência é um ciclo vicioso: a pessoa dorme mal, fica ansiosa com a possibilidade de não dormir na noite seguinte, e essa ansiedade alimenta a própria insônia. Nesses casos, o uso isolado e prolongado de medicações para dormir raramente resolve a raiz do problema. Não sou contra medicamentos quando bem indicados, mas sou completamente contra o uso indiscriminado e sem investigação da causa. É comum receber pacientes que usam a mesma medicação há anos, sem nunca terem descoberto o motivo real da insônia.

É nesse contexto que a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia, conhecida como TCC-I, se destaca. Reconhecida internacionalmente como tratamento de primeira linha para a insônia crônica, ela atua justamente na reestruturação dos pensamentos e comportamentos que perpetuam o problema. Trata-se de um trabalho a longo prazo, geralmente conduzido ao longo de algumas semanas, e que respeita o ritmo e a realidade de cada paciente. No meu acompanhamento, quando identifico essa necessidade, conto com o apoio de uma psicóloga especializada que atua comigo nesse cuidado.

Como diferenciar o cansaço da ansiedade da sonolência por problemas respiratórios?

Essa distinção é delicada e exige olhar atento. O cansaço ligado à ansiedade e ao estresse costuma vir acompanhado de tensão muscular, pensamentos acelerados, sensação de esgotamento mental e, muitas vezes, dificuldade para relaxar mesmo quando há oportunidade de descansar. Já a sonolência causada por problemas respiratórios ou pela apneia tende a se manifestar como uma vontade física de dormir, um peso nas pálpebras que aparece mesmo em situações estimulantes.

Quando atuo como pneumologista, avalio também a mecânica respiratória e a possibilidade de que a falta de ar ao deitar ou o esforço para respirar estejam contribuindo para o quadro. Condições como asma mal controlada e doença pulmonar obstrutiva crônica podem prejudicar o sono e intensificar a fadiga diurna. Por isso, defendo uma avaliação que integre o sono e a saúde respiratória, olhando para a pessoa como um todo, e não para sintomas isolados.

O uso prolongado de remédios para dormir pode piorar a sonolência?

O uso crônico de certas medicações para dormir merece atenção especial. Embora possam trazer alívio inicial, algumas dessas substâncias alteram a arquitetura do sono, reduzindo as fases mais reparadoras. Com o tempo, o organismo desenvolve tolerância, e a pessoa passa a precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito, muitas vezes sem melhora real na qualidade do descanso.

Há também preocupações legítimas quanto aos efeitos do uso prolongado sobre a memória e a atenção, especialmente em pacientes idosos, que apresentam maior risco de quedas e confusão. Estudos publicados em periódicos de referência reforçam a importância de reavaliar periodicamente essas prescrições.

Quero deixar claro: em nenhuma hipótese oriento a interrupção de qualquer medicação por conta própria. O desmame de remédio para dormir precisa ser feito de forma gradual, segura e planejada, sempre com acompanhamento médico. O que proponho é a construção de uma estratégia conjunta, na qual investigamos a causa real da insônia e, ao mesmo tempo em que fortalecemos ferramentas comportamentais, planejamos com cuidado a redução da dependência medicamentosa, quando isso for adequado para o seu caso.

Dificuldade de adaptação ao CPAP: o que fazer?

Para muitos pacientes com apneia moderada ou grave, o CPAP é o tratamento indicado. Trata-se de um aparelho que mantém a via aérea aberta durante o sono, evitando os colapsos e os microdespertares. Quando bem adaptado, ele transforma a qualidade de vida, devolvendo noites reparadoras e disposição durante o dia.

No entanto, a adaptação ao uso do CPAP nem sempre é simples. Desconforto com a máscara, sensação de claustrofobia, ressecamento nasal e vazamentos de ar são queixas comuns nas primeiras semanas. Muitos pacientes desistem justamente por não receberem o suporte adequado nessa fase inicial. É aqui que o acompanhamento contínuo faz toda a diferença.

No meu cuidado, entendo que a adaptação é um processo, não um evento único. Ajusto parâmetros, oriento sobre o tipo de máscara mais adequado ao seu jeito de dormir, inclusive para quem dorme de lado, e acompanho de perto a sua evolução. A adesão ao tratamento não deve ser cobrada, mas construída com paciência e parceria.

Existe tratamento para roncar e ter apneia sem cirurgia invasiva?

Sim, e essa é uma dúvida frequente entre quem teme procedimentos cirúrgicos. Nem todo caso de ronco ou apneia exige cirurgia. Dependendo da gravidade e das características individuais, existem diversas abordagens, que vão desde ajustes no estilo de vida, controle do peso e mudanças posicionais até o uso do CPAP e de dispositivos específicos.

É por isso que valorizo tanto a decisão compartilhada. Não acredito em impor um único caminho. Prefiro apresentar as opções, explicar os prós e contras de cada uma e construir com você a estratégia que faça sentido para a sua realidade. A Medicina do Estilo de Vida, área na qual me aprofundei, mostra que hábitos, alimentação e atividade física têm papel importante nos resultados. A alimentação, embora eu não prescreva dietas, é sempre um fator relevante no controle de muitos desses distúrbios.

Por que o acompanhamento contínuo é tão importante nesses casos?

A sonolência diurna excessiva raramente se resolve em uma única consulta rápida. Ela exige investigação, ajustes e tempo. Foi essa convicção que me motivou a criar os Planos de Acompanhamento no Instituto Brisa. Minha proposta não é entregar uma receita e me despedir, mas caminhar ao seu lado até que você recupere noites verdadeiramente reparadoras e a disposição que merece.

Esse acompanhamento pode ser presencial, para quem está em Uberlândia e região, ou online, com toda a segurança e proximidade do atendimento à distância. Como especialista em medicina do sono e pneumologia, dedico o tempo necessário para ouvir sua história, entender seus hábitos e emoções, e construir um plano possível dentro da sua rotina. Quando necessário, integro o cuidado da psicóloga especializada em TCC-I, unindo ciência e humanidade em cada etapa.

Por que confiar neste conteúdo?

Este artigo foi redigido com base em diretrizes e evidências científicas reconhecidas, garantindo informações atualizadas e confiáveis. Entre as principais referências utilizadas, destaco:

  • Associação Brasileira do Sono (ABS);
  • American Academy of Sleep Medicine (AASM);
  • Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT);
  • American Thoracic Society (ATS);
  • Publicações científicas indexadas em bases como PubMed, SciELO e JAMA.

Sou a Dra. Adriana Carvalho (CRM 51576/MG | RQE 34992 em Pneumologia | RQE 56262 em Medicina do Sono), formada pela Universidade Federal do Paraná, com residência em Clínica Médica e Pneumologia pela USP e Doutorado em doenças do sono. Uno mais de vinte anos de prática clínica à visão humana da Medicina do Estilo de Vida, sempre com escuta ativa e decisão compartilhada. Este conteúdo reflete esse compromisso com a ciência médica atual e com o cuidado humanizado.

Perguntas frequentes sobre sonolência diurna excessiva

Dormir bem à noite elimina a sonolência diurna?
Nem sempre. Se a qualidade do sono estiver comprometida por apneia, insônia ou distúrbios respiratórios, a sonolência persiste mesmo com muitas horas na cama. O que importa não é apenas a quantidade, mas a qualidade do descanso.

A sonolência excessiva é perigosa?
Pode ser. Ela aumenta o risco de acidentes de trânsito e de trabalho, além de estar associada a problemas cardiovasculares e metabólicos quando ligada a condições como a apneia. Por isso, merece avaliação médica.

Preciso fazer polissonografia para descobrir a causa?
Em muitos casos, sim. A polissonografia ajuda a entender a arquitetura do seu sono e a identificar condições como a apneia. A indicação, porém, deve ser individualizada após avaliação clínica cuidadosa.

A TCC-I substitui os remédios para dormir?
A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia é considerada tratamento de primeira linha para a insônia crônica. Em muitos casos, permite reduzir a dependência de medicações, sempre com planejamento e acompanhamento médico. É um tratamento a longo prazo, ajustado a cada paciente.

O atendimento online é eficaz para esses casos?
Sim. Grande parte da investigação e do acompanhamento pode ser conduzida online, com segurança e proximidade, especialmente nos Planos de Acompanhamento contínuo.

Recupere suas noites e sua disposição

Se você convive com a sonolência diurna excessiva e já se cansou de soluções superficiais que não resolvem a raiz do problema, quero convidá-lo a dar um passo diferente. A sua exaustão tem uma causa, e ela pode ser investigada e tratada com cuidado, ciência e parceria.

Agende sua consulta presencial ou online comigo, Dra. Adriana Carvalho (CRM 51576/MG | RQE 34992 | RQE 56262), e vamos juntos, com escuta atenta e decisão compartilhada, construir o caminho para noites reparadoras e dias com mais energia. No Instituto Brisa, o seu descanso é levado a sério.

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